Na Arquidiocese de Belo Horizonte, a Pastoral Afro-brasileira desenvolve atividades que buscam compartilhar com a comunidade a história do povo negro, valorizando suas raízes por meio de importantes manifestações culturais. “O
racismo, presente em parte da população brasileira, é geralmente resultado do desconhecimento em relação à representatividade e importância da nossa cultura”, observa Maria Félix Ribeiro, 79 anos, coordenadora da Pastoral Afrobrasileira, na Paróquia São Bernardo, na região Norte de Belo Horizonte.
Entre as várias ações realizadas pela Pastoral se destacam exposições afro, caminhadas educativas, demonstração de instrumentos musicais tradicionais, como o atabaque, berimbau e agogô. Na tarde cultural, as atividades são oportunidade para reflexão sobre a rica herança cultural da população negra brasileira. Durante esses encontros são promovidas oficinas de artesanato. Missas festivas são realizadas no feriado do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. No ano de 2025, o tema da cerimônia foi “negras e negros, peregrinos da esperança na luta por uma sociedade antirracista”.